Planos da Fundiágua encerram setembro superando metas de longo prazo
Os três planos de benefícios administrados pela Fundiágua encerraram setembro de 2026 com rentabilidade positiva e resultados acima das metas no acumulado do ano e nos últimos 12 e 36 meses. O desempenho reflete, principalmente, os resultados dos investimentos em renda fixa, além da contribuição positiva de outros segmentos, como ações e investimentos estruturados.
O Plano III, único aberto a novas adesões, apresentou rentabilidade de 1,27% em setembro, acima do índice de referência de 1,19%, que é o objetivo de rentabilidade definido para o mês. No acumulado de janeiro a setembro, o plano rendeu 9,81%, enquanto o objetivo para o período era de 7,50%. Entre os destaques de setembro estão os investimentos em ações, que renderam 4,75%, os investimentos estruturados, com 2,40%, e as aplicações em renda fixa ligadas à inflação, com 2,00%.
O desempenho também ficou acima do esperado em períodos maiores. Nos últimos 12 meses, o Plano III acumulou rentabilidade de 13,32%, frente ao objetivo de 8,91%. Já em 36 meses, o retorno chegou a 38,60%, superando o índice de referência de 29,21%.
O Plano II (Saldado) apresentou rentabilidade de 0,69% em setembro, abaixo da meta atuarial de 1,22% para o mês. A meta atuarial é o objetivo de rentabilidade definido para ajudar o plano a cumprir seus compromissos futuros, como o pagamento de benefícios. Apesar do resultado mensal, o plano segue acima das metas em períodos maiores.
No acumulado de 2026, rendeu 9,10%, contra uma meta de 7,77%. Em 12 meses, a rentabilidade foi de 12,55%, frente à meta de 9,34%, enquanto nos últimos 36 meses chegou a 40,33%, superando o objetivo de 31,47%.
Já o Plano I (BD) encerrou setembro com rentabilidade de 0,66%, abaixo da meta de 1,22% para o mês. No entanto, o resultado acumulado no ano alcançou 7,92%, acima da meta de 7,78%. O plano também superou seus objetivos nos últimos 12 meses, com retorno de 10,20%, frente à meta de 9,36%, e nos últimos 36 meses, quando acumulou 33,65%, contra 31,55%.
Por que as metas ficaram mais altas em setembro?
Um dos fatores que explica a diferença entre a rentabilidade de setembro e as metas mensais dos Planos I e II foi a alta da inflação. Em agosto, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), medido pelo IBGE, havia registrado queda de 0,32%. Já em setembro, o índice subiu 0,82%.
Como os objetivos de rentabilidade dos planos são calculados considerando a inflação mais uma taxa de juros definida para cada plano, essa alta elevou as metas de setembro. Nos Planos I e II, elas chegaram a 1,22%, enquanto em agosto haviam sido de apenas 0,07%.
Além da inflação, o resultado do Plano II em setembro também foi influenciado pelas oscilações de preços de investimentos em títulos emitidos por empresas, conhecidos como crédito privado.
Essa diferença entre os resultados mensais e os acumulados mostra por que é importante acompanhar os investimentos em períodos maiores. Um mês abaixo da meta não significa, por si só, que o plano esteja com desempenho ruim. O acompanhamento ao longo do tempo permite avaliar melhor os resultados e verificar se os investimentos seguem alinhados aos objetivos de cada plano.




