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Atualizado: 18 de fev.

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O ano de 2024 trouxe momentos desafiadores para a gestão dos investimentos: inflação em alta, juros elevados e um cenário econômico que deixa muitos investidores apreensivos e cautelosos. Porém, é exatamente nesses momentos de incertezas que podemos construir as bases para um futuro financeiro sólido e consistente, que preserve e aumente gradativamente as reservas previdenciárias de nossos participantes.


Investir em previdência e construir uma poupança sólida exige planejamento e visão de longo prazo. Historicamente, o mercado financeiro recompensa aqueles que conseguem enxergar além das dificuldades imediatas e mantêm o foco em seus objetivos.


Como avaliamos o cenário econômico no Brasil e no exterior


Em razão dos desafios e incertezas que se apresentam no cenário econômico atual, 2024 foi um ano difícil para a bolsa de valores brasileira, pressionada de um lado pelo cenário internacional de incertezas e de outro pelos riscos fiscais crescentes do mercado brasileiro, situação que forçou o Banco Central do Brasil a elevar repetidamente a taxa de juros básica da economia (Selic).


As dificuldades brasileiras com as contas públicas, com a dívida bruta brasileira se aproximando de 80% do PIB (Produto Interno Bruto), penalizaram quase todos os segmentos do Ibovespa.


No ano de 2024 houve também a forte valorização do dólar em relação ao real, o que tornou menos atraente o investimento no Brasil para os investidores estrangeiros. A oscilação do dólar acompanha uma dinâmica de oferta e demanda. Nessa linha, o câmbio pode ser afetado por fatores que vão desde exportações e importações até a credibilidade da política fiscal de um país.


O dólar é tido como porto seguro em nível global, por se tratar da moeda da maior economia do mundo, os Estados Unidos da América. Assim, em momentos de aversão a riscos, como quando as incertezas e ameaças geopolíticas crescem, investidores buscam a segurança do dólar. Ao mesmo tempo, investidores acompanham a situação da economia americana e suas políticas econômicas. Neste contexto, a moeda americana se valorizou após o término da última eleição, devido ao novo presidente eleito defender medidas como a redução de impostos e a taxação de produtos importados.


Especificamente em relação à elevação do juro brasileiro (Selic), esta situação representa uma oportunidade para quem sabe planejar com visão no longo prazo. Investimentos em renda fixa, por exemplo, oferecem retornos consideráveis para o crescimento do patrimônio administrado pela Fundiágua. Assim, enquanto o cenário é desafiador para os ativos de risco, como ações e moedas, as oportunidades em renda fixa permitem proteger e consolidar o patrimônio dos planos.


Administração e resultados dos Planos I e II


Com o objetivo de tranquilizar seus participantes nesse cenário desafiador, a Fundiágua construiu as carteiras de investimentos dos planos na modalidade de benefício definido, Plano I – BD e II – Saldado, exatamente para diminuir ao máximo o impacto em momentos de incertezas.


No fechamento do exercício de 2024, 90% dos investimentos do Plano I – BD e 75% do II – Saldado eram compostos por títulos públicos federais com classificação de marcação na curva, ou seja, que não têm seus valores alterados com as variações do mercado e que pagam taxas de juros que garantem rentabilidade acima da meta atuarial. Além disso, parte significativa dos demais investimentos existentes nas carteiras dos dois planos é menos impactada pela volatilidade do mercado como as aplicações em CDI (Selic) e as operações com participantes (empréstimos). O Plano I – BD não possui investimentos em renda variável e o Plano II – Saldado possui apenas 0,66% dos recursos investidos em renda variável, minimizando ainda mais eventuais impactos.


A rentabilidade acumulada do Plano I – BD entre janeiro e dezembro de 2024 foi de 9,93%, acima da meta atuarial de 9,86% para o ano. No Plano II – Saldado, a rentabilidade acumulada foi de 13,98%, significativamente acima da meta atuarial para o ano que foi de 9,84%. Esses resultados demonstram a decisão acertada da Fundiágua de proteger as carteiras de investimento dos planos, investindo em títulos públicos federais marcados na curva e promovendo alocação eficiente em ativos de menor risco.


No Plano II – Saldado, ainda há ativos em processo de recuperação, como imóveis, fundos de investimentos em participações e ativos de crédito, que têm menor participação na carteira de investimentos do plano (aproximadamente 9,00%) e pouca variação de valor, mas que não geram o retorno esperado. A equipe de investimentos continua dedicada na busca de soluções para esses ativos com o intuito de realocar os recursos obtidos em oportunidades mais alinhadas ao perfil do plano.


Administração e resultados do Plano III


Em relação ao Plano III – Misto, 83% dos recursos investidos estão alocados no segmento de renda fixa. Deste total, 44% estão alocados em investimentos atrelados ao CDI (Selic), capturando as elevações da taxa Selic realizadas pelo Comitê de Política Monetária (Copom) e garantindo rentabilidade acima do índice de referência do plano. Outros 38% estão alocados em títulos públicos atrelados à inflação e marcados a mercado, com vencimento mais curto (até 5 anos). Estes apresentaram rentabilidade abaixo do índice de referência do plano nos últimos meses de 2024, em função do impacto da atual elevação das taxas de juros.


A gestão destes títulos públicos é realizada por gestores terceirizados contratados pela Fundiágua que estão reduzindo o impacto por meio de gestão ativa, sendo que a expectativa é de recuperação assim que reduzam as taxas de juros das NTN-Bs com prazos de vencimentos mais curtos.


No Plano III – Misto, há ainda 13% dos recursos investidos alocados em Fundos Multimercado Estruturado, que buscam as melhores oportunidades em juros, moedas e ações, mas que também tiveram impactos negativos, como todos os fundos desta classe de ativos, dadas as incertezas do atual cenário econômico. A equipe de investimentos monitora constantemente o desempenho dos gestores destes fundos, profissionais selecionados por meio de um rigoroso processo de escolha.


O plano possui 4% dos recursos investidos alocados em operações de empréstimos com participantes, que garantem rentabilidade acima do índice de referência do plano e apresentam boa rentabilidade ao longo de 2024. O Plano III – Misto possui apenas 0,28% dos recursos investidos em renda variável.


Apesar de o momento ser desafiador, a rentabilidade acumulada do Plano III – Misto no fechamento do exercício de 2024 foi de 8,05%, ligeiramente abaixo do índice de referência de 9,17%. Para o mesmo período analisado, o desempenho do Plano III – Misto, de 8,05%, se encontra acima da mediana de rentabilidade de planos de previdência calculada pela ADITUS Consultoria em seu estudo comparativo (clique aqui para acessar o estudo), que foi de 7,72%. Tal estudo, divulgado pelo portal Investidor Institucional, considera o universo de 281 planos do mercado brasileiro que possuem a mesma modalidade do Plano III Misto. Isto reforça a decisão acertada da Fundiágua em alocar a maior parte da carteira de investimento em renda fixa e de reduzir a participação em ativos de maior risco.


Nosso foco está no longo prazo


Temos convicção de que, mesmo considerando o atual cenário econômico desafiador, as estratégias de investimentos construídas para as carteiras de investimentos dos planos de benefícios administrados pela Fundiágua são sólidas e consistentes. Para minimizar eventuais impactos negativos em períodos de incerteza, agimos considerando o horizonte de longo prazo, necessário para honrar nosso principal compromisso, que é pagar benefícios.


Fique atento que em breve divulgaremos os resultados alcançados pelos planos no 4º trimestre/2024, com maior nível de detalhamento e em formato visual e acessível.


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