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Patrimônio dos planos administrados pela Fundiágua aumenta 51% em três anos e atinge R$ 1,5 bi

há 4 horas
2 min de leitura

A Fundiágua alcançou R$ 1,5 bilhão em patrimônio administrado nos três planos de benefícios em setembro de 2026. O patrimônio líquido somado era de aproximadamente R$ 1 bilhão em março de 2023, um aumento de mais de R$ 500 milhões no período. Esse avanço foi puxado principalmente pelo Plano III, único aberto a novas adesões. O patrimônio do plano passou de R$ 688,4 milhões, em março de 2023, para R$ 1,087 bilhão, em setembro de 2026.


O Plano II (Saldado) também cresceu. O patrimônio passou de R$ 291,4 milhões para R$ 399,7 milhões, e o Plano I (BD) saiu de aproximadamente R$ 21,5 milhões para R$ 25,4 milhões no período.


O que fizemos

Algumas estratégias explicam o crescimento de aproximadamente 51% do patrimônio administrado em três anos. “Passamos a organizar as carteiras para se aproximarem da realidade de cada plano, considerando o tamanho do patrimônio, o fluxo de pagamentos e a necessidade de acesso aos recursos. Também reforçamos a presença de investimentos em renda fixa e títulos públicos de longo prazo, que ajudam a dar maior previsibilidade aos resultados e a aproximar os investimentos dos compromissos futuros”, explicou Rodrigo Araújo, Diretor de Investimentos da Fundiágua.


Além disso, a área de Investimentos passou a apoiar as decisões em estudos periódicos, que ajudam a definir quanto cada plano precisa ter em investimentos líquidos, quanto pode ser aplicado em prazos mais longos e quais combinações oferecem melhor relação entre risco e retorno. Outra medida foi definir previamente como os recursos recuperados em operações de venda seriam realocados, para que o dinheiro voltasse à carteira de forma planejada e compatível com a estratégia definida na Política de Investimentos.


Venda de ativos 

Outra estratégia foi a venda de grande parte dos chamados “ativos ilíquidos”, que são investimentos com menor facilidade de venda ou movimentação, como algumas participações em fundos, imóveis ou aplicações mais antigas. Em geral, esses investimentos têm baixo retorno difícil ou apresentam dificuldade na recuperação do valor aplicado. Ao reduzir essa participação, a Fundação passa a ter mais capacidade de transformar investimentos em recursos disponíveis e de aplicar o dinheiro em alternativas mais vantajosas.


Desde 2021, a exposição da Fundiágua a ativos ilíquidos caiu de 6,14% para 1,59% da carteira. No período, foram realizadas 13 operações, que somaram R$ 57,5 milhões. Uma das operações mais recentes foi a venda de um ativo ilíquido no valor de R$ 12 milhões.


“Nos próximos anos, vamos seguir com a gestão ativa da carteira. Isso inclui avaliar novas oportunidades de venda de ativos de difícil movimentação, avançar no plano de desinvestimento imobiliário e continuar usando os estudos técnicos para investir os recursos de forma ainda mais eficiente. O objetivo é evitar que posições antigas continuem travando a carteira e garantir que o patrimônio esteja cada vez mais alinhado aos compromissos de cada plano”, finalizou Araújo.





 
 
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