Resultados 1º Sem/2026: Estratégia de proteção da carteira faz planos da Fundiágua superarem metas no 1º semestre de 2026
- há 1 dia
- 4 min de leitura

Os três planos administrados pela Fundiágua encerraram o 1º semestre de 2026 com rentabilidade acima dos objetivos para o período. Os resultados foram impulsionados, principalmente, pelos investimentos em renda fixa, que têm papel importante na estratégia da Fundação por oferecerem mais previsibilidade de retorno aos planos.
De janeiro a junho de 2026, o Plano III teve rentabilidade de 6,72%, acima do índice de referência de 5,81%. O Plano II (Saldado) alcançou retorno de 7,23%, superior à meta atuarial de 5,98%. Já o Plano I (BD) encerrou o semestre com rentabilidade de 6,23%, também acima da meta atuarial de 5,99%.
A meta atuarial e o índice de referência são os objetivos de rentabilidade usados para acompanhar o desempenho dos planos. Em termos simples, eles funcionam como uma régua: mostram quanto cada plano precisava render no período e permitem comparar esse objetivo com o resultado alcançado.
Plano III tem rentabilidade acima do índice de referência
O resultado do Plano III foi influenciado principalmente pelos investimentos em renda fixa, que representam cerca de 83% da carteira do plano. A renda fixa reúne investimentos com regras de remuneração mais previsíveis, como títulos públicos e outros papéis que pagam juros ao longo do tempo. O Plano III encerrou o semestre com patrimônio de R$ 1,048 bilhão.
A carteira segue diversificada e com baixa exposição a ativos ilíquidos, que representam apenas 0,26% do patrimônio líquido do plano. Ativos ilíquidos são investimentos com menor probabilidade de venda ou movimentação. Eles podem levar mais tempo para gerar retorno ou para recuperar o valor investido. Por isso, manter uma baixa exposição a esse tipo de ativo ajuda a dar mais agilidade à gestão e reduz riscos para a carteira.
Outro ponto importante da estratégia do Plano III é o fundo FORTE FIF RF, criado pela Fundiágua em outubro de 2025. O fundo investe em títulos públicos mantidos até o vencimento, estratégia que ajuda a reduzir o impacto das oscilações do mercado sobre os resultados do plano. Ao fim do 1º semestre, o FORTE FIF RF tinha patrimônio líquido de R$ 517,499 milhões. Esse volume reforça o papel do fundo na busca por mais consistência na evolução patrimonial do Plano III.
Resultados do Plano III
1º SEM/2026
Plano II
O desempenho positivo do Plano II veio principalmente de duas classes de investimentos em renda fixa. A primeira foi a renda fixa com liquidez, que rendeu 6,85%. Esse tipo de aplicação tem maior facilidade de movimentação, o que ajuda o plano a acessar recursos quando necessário. A segunda foi a renda fixa em títulos públicos federais, que rendeu 6,30%. Somadas, essas duas classes representam aproximadamente 79% da carteira de investimentos do Plano II. Considerando toda a carteira, 94,65% do patrimônio líquido do plano está aplicado em renda fixa.
Esses títulos públicos são emitidos pelo governo federal. No caso do Plano II, parte importante desses investimentos está em NTN-Bs mantidas até o vencimento. As NTN-Bs são títulos públicos que pagam uma taxa de juros mais a variação da inflação medida pelo IPCA. Quando são mantidas até o vencimento, ajudam a trazer mais previsibilidade ao resultado, porque o plano fica com o título até a data combinada de pagamento.
O Plano II encerrou o semestre com patrimônio líquido de R$ 396,258 milhões. Desde 2022, o plano vem apresentando resultados consistentes, apoiado na reorganização da carteira, na compra de títulos públicos de longo prazo e na redução de ativos ilíquidos.
Atualmente, cerca de 5% da carteira do Plano II ainda é composta por ativos ilíquidos. São investimentos com dificuldade de venda, retorno abaixo do esperado ou risco de não recuperar todo o valor aplicado. A redução gradual desse tipo de ativo faz parte da estratégia da Fundação para melhorar a eficiência da carteira e fortalecer a liquidez do plano. Resultados do Plano II (Saldado)
1º SEM/2026
Plano I
O desempenho do plano foi resultado, principalmente, dos investimentos em renda fixa em títulos públicos federais, que renderam 6,19% no semestre. Essa classe representa cerca de 95% da carteira de investimentos do plano.
Assim como nos demais planos, a estratégia do Plano I está concentrada em investimentos que ajudam a dar mais previsibilidade aos resultados. A maior parte dos recursos está aplicada em NTN-Bs mantidas até o vencimento. Na prática, isso significa que o plano compra títulos públicos com prazos definidos e mantém esses investimentos até a data final, buscando combinar os recebimentos futuros com os compromissos do plano.
Essa estratégia é conhecida no mercado como “imunização do passivo”, que significa organizar os investimentos para que eles ajudem a cobrir os compromissos futuros do plano, como o pagamento de benefícios.
O Plano I encerrou o 1º semestre com patrimônio líquido de R$ 25,440 milhões. A maior parte dos recursos está no segmento de renda fixa, que representa 98,79% do patrimônio líquido do plano. Essa composição contribui para resultados mais previsíveis e consistentes.
Desde 2022, o Plano I vem mantendo desempenho consistente, resultado da reorganização da carteira de investimentos e da estratégia iniciada em 2021, com foco na compra de títulos públicos de longo prazo. Resultados do Plano I
1º SEM/2026
Estratégia da Fundiágua busca previsibilidade, liquidez e proteção
A Fundação vem reorganizando as carteiras dos planos, ampliando a participação de investimentos com maior previsibilidade e reduzindo, quando possível, a presença de ativos ilíquidos. Os resultados do 1º semestre reforçam a importância da estratégia adotada pela Fundiágua nos últimos anos.
Esse movimento contribui para três objetivos importantes: proteger os recursos dos planos, melhorar a liquidez das carteiras e buscar rentabilidade compatível com os compromissos assumidos.
Para acompanhar o desempenho dos investimentos do seu plano mensalmente, acesse o Boletim Interativo de Investimentos clicando aqui!




